terça-feira, 14 de setembro de 2010

Com que Sonho

No meu sono de menino,

sonho sonhos pequeninos,
que logo se perdem por ai.
ser super-herói, Homem Aranha
e a dor não dói; só arranha.
Vôo alucinado, como meigo colibri,
mergulho vinte mil léguas submarinas,
viajo, por terras distraídas,mágico tapete,
galã, a conquistar todas meninas.
namorar na cauda de um foguete.
Soldado de chumbo, venço todas guerras,
comando meu barco, ousado, de papel.
Entre o oceano e a amplidão da terra,
nas galáxias perdidas, no céu.
Sonhos não são eternos,
nuvens de ilusões passageiras;
um dia cai o castelo,
tempestades, pesadelos, ladeiras;
despencam as quimeras,
surge a realidade nua,
o tempo, apressado, não espera,
Descem nas enxurradas,
formando suaves cascatas,
meus sonhos, nús, pela rua.


[Gustavo Drummond]

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